Da diversão sairá a festa da festa o trabalho do trabalho a diversão.
Johannes Itten [professor da Bauhaus]
O lounge da Festa CicliCCa foi o pano de fundo de um espaço de troca idéias onde todos puderam se conhecer melhor. A decoração de Natal reciclada, linda e surpreendente, inspirava. Abrimos o evento brindando à vida com Suco de Luz do Sol. Contamos histórias, brincamos e nos mobilizamos em torno de um bem comum à humanidade.
Tenho assistido a ótimos programas sobre ecologia e sustentabilidade na TV Escola.
Outro dia eles exibiram o documentário O Guia do Pássaro Dodô para Sobreviver à Extinçãoda BBC. O filme é narrado pelo próprio pássaro Dodô (já extinto) em um tom irônico e lúdico chamando nossa atenção para a crise ambiental causada pela atividade humana. Cientistas, biólogos, ativistas dão seu parecer ao longo do documentário.
A extinção das espécies que vivem sobre a Terra é faz parte do curso da natureza embora algumas espécies sejam mais resistentes. Porem, a interferência humana tem levado esse fator natural ao seu extremo colocando em risco não só espécies animais e vegetais, mas até mesmo a existência do ser humano. E essa é realmente a grande questão na luta contra a destruição do meio ambiente.
Com o degelo das calotas polares, o aumento do nível do mar, a escassez de água e alimentos, a destruição das florestas tropicais iniciamos um efeito dominó que resultará em áreas cada vez mais populosas, conseqüentemente um maior risco de contaminação por doenças, maior dificuldade de cura (sem florestas, onde vamos conseguir os remédios?) e por ai vai.
Por fim, o Dodô faz uma previsão otimista: estamos deteriorando a capacidade do planeta de nos sustentar e logo estaremos extintos. Entrando o homem em extinção, a natureza se fortalecerá novamente e sozinha tratará de perpetuar seu ciclo de vida assim como tem sido desde o inicio.
“Nosso tipo de inteligência não é compatível com a natureza. Vivemos muito tempo. Quebramos todas as regras. Nossa vida é tão artificial que não pode ser sustentável dentro dos limites que o planeta tem a oferecer. (...) A natureza selecionará os melhores e deixará o resto se extinguir. (...) O planeta adoraria ver a extinção do homem. E o quanto mais cedo melhor.” Prof. Michael Boulter do Museu de História Natural.
Adoro pássaros. Gosto de vê-los passar cantando, carregando gravetos para seus ninhos, desafiando a gravidade. Antigamente na Barra era possível ver várias corujas. Na praia, na Av das Américas... Mas nunca mais as vi soltas por ai. Semana passada, num centro empresarial na Av. das Américas vi uma enorme. Pena que era de lata. Também pudera: tantas áreas que deveriam estar protegidas vão perdendo espaço para grandes empreendimentos imobiliários.
Estive no Seminário organizado pela ong Pacto Resgate Ambiental na Estácio Tom Jobim. Pena que o e-mail que recebi não tinha a programação completa.
Cheguei a tempo de assistir a palestra do prof. Jorge Barros do Instituto Verde Criando Vidas. Ex-paraquedista do exército, Jorge Barros falou da necessidade de sermos realistas e estarmos preparados para as adversidades, assumir responsabilidades, trabalhar em equipe. Devemos “assegurar sustentabilidade de projetos, empreendimentos e produtos ao longo do seu ciclo de vida, considerando os impactos e benefícios nas dimensões econômica, social e ambiental.”
Dentro de um campus universitário, o auditório estava praticamente vazio. Mas isso não foi o suficiente para desanimar o jornalista do portal Eco-debate. E segundo ele, nem mesmo o assustador descaso dos jovens desanima o militante assumido. Com certeza, os poucos presentes estavam atentos e empolgados. Ele salientou a importância e as dificuldades da socialização da informação e difusão de conhecimentos sustentáveis.
Sorteamos 3 pessoas que vieram à Festa CicliCCa para serem presenteadas com um pôster do CicliCCa, uma Eco-bag Mimirabolantese um livro O Menino do Dedo Verde de Rozane Pais. Já estamos entrando em contato com os ganhadores.
Para poupar o meio ambiente, os cupons do sorteio foram feitos com papel reaproveitado* e carimbo. A urna do sorteio foi feita com caixa de papelão revestida com jornal, feltro e imagens natalinas.
Estava vendo outro dia (10/12/2009) num Jornal da Rede TV matéria sobre um ônibus movido a etanol lançado a pouco em São Paulo. Movido pelo combustível menos poluente, o veículo não emite enxofre na atmosfera, causador da chuva-ácida. Mas essa solução, segundo os responsáveis, ainda está em “fase de testes”. Eles precisam avaliar a viabilidade, ou melhor, a compensação financeira e procurar por um incentivo do governo. A matéria termina mostrando o exemplo da Suécia, onde toda a frota de ônibus é movida a etanol brasileiro.
O ônibus da foto foi flagrado em São Conrado, no Rio. Estava no carro com minha mãe, minha irmã e meu pequeno quando o vimos seguindo pela Av. Aquarela do Brasil com esses dois galhos presos ao pára-choque. De repente alguém disse: “Olha lá o ônibus sustentável!” Nem me lembro de quem foi a piada, mas as vezes é melhor rir que chorar. O humor faz a gente pensar. E eu me pergunto sempre até quando vamos viver em função de compensação financeira?
Na 12ª hora do 12º dia do 12º mês, milhões de pessoas ao redor do globo estarão unidas para pressionar as autoridades que estão em Copenhague por um Acordo que valha de verdade! Escolhemos duas ações simbólicas: velas para uma vigília em prol da vida humana no planeta e muros que serão pintados com mensagens das populações clamando por decisões efetivas para caminhar rumo às condições climáticas mais aceitáveis!
Por isso, se você ainda não se inscreveu para organizar ou participar numa vigília à luz de velas no fim de semana de 12 de dezembro, por favor o faça. Vai haver uma grande vigília em Copenhague que nós estamos ajudando a organizar, nesse dia - mas o seu poder virá de saber que as mesmas luzes estão ardendo em todos os continentes, em todos os países, em frente de cada gabinete governamental.